Crer não é sinônimo de não pensar. Crer implica em pensar, em relacionar fé com a realidade, questionando uma a partir da outra. O conteúdo são pensamentos às vezes rápidos, em elaboração; outros, já mais elaborados. Ambos buscando provocar discussão e reposicionamentos, partindo sempre da confissão de fé protestante. Os artigos classificados como "originais" podem ser reproduzidos desde que com a menção da fonte e autoria. Ano V
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Fé e ciência: irmãs gêmeas ou inimigas?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
O circo gospel
Nosso agente Greenbelly* tem feito um ótimo trabalho na região sul do país. Circulando por essas igrejas novas ele vê e ouve coisas das mais pitorescas.
Confesso, Spyware, que eu mesmo, por mais incrível que possa parecer, fico chocado e ao mesmo tempo feliz com esses relatos. O Greenbelly ouviu de um mesmo pastor duas pregações que estão arrancando risos dos nossos colegas da ZonQunran*. Eu gostaria de ter estado lá e ouvido o que ele ouviu. Ele viu e ouviu um pastor pregando em dois cultos, na mesma igreja. Num dos cultos o pastor falou sobre um tal de "Calebe" que, na língua hebraica segundo ele, significa "cão". A partir disso ele elaborou uma mensagem no mínimo estapafúrdia e que seria forte candidata a levar o prêmio de "Mensagem do Ano". Depois de dizer que Calebe significa "cão", ele afirmou que Deus gosta de Calebe. "Assim como o cão marca seu território fazendo xixi, nós temos que marcar nosso território", continuou o erudito pastor. Ele ainda contou sobre uma experiência vivida numa visita que fez a um estádio de futebol. Nessa visita, conforme seu relato pessoal, perante uma plateia de crentes atentos e ao mesmo tempo incrédulos, descobriu que próximo ao estádio havia um ponto de prostituição e resolveu fazer xixi nos lugares onde ficavam as prostitutas. Por ter feito o tal xixi as prostitutas não apareceram mais, concluiu com grande sabedoria o pastor. Enquanto isso algumas das pessoas presentes no culto gritavam "glória a Deus", outros se contorciam nas cadeiras. Os gritos de "aleluia", da parte de alguns, ficaram mais acalorados quando o referido pastor desferiu: "Quando você crê em Deus até o seu xixi tem poder".
Nosso agente Greenbelly pensava que o tal pastor nunca mais seria convidado para voltar àquela igreja. Mas para sua surpresa nesse último final de semana lá estava ele de novo, na mesma igreja, numa cidade turística do sul do Brasil. Não deu outra. Não demorou muito e as pessoas começaram a se contorcer nos bancos. O tal pastor esbravejou umas loucuras que deixou todos boquiabertos, sem reação, especialmente quando ele disse: "Deus vai te penetrar. Abra as pernas para Deus te penetrar. Tem gente colocando preservativo em Deus. Ele vai romper teu hímen espiritual".
Ora, Spyware, enquanto tivermos pastores como este atuando nas igrejas, não precisamos nos preocupar. Eles já fazem o nosso trabalho melhor do que nós mesmos.
* Nomes fictícios
• Robson Ramos é autor de Evangelização no Mercado Pós-Moderno, acadêmico de Direito, bacharel em teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo e mestre em Estudos do Novo Testamento pelo Pittsburgh Theological Seminary, EUA. É também blogueiro, responsável pelo www.mateus21.com.br
fonte: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=3®istro=1187#comentarios
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Cristãos e mulçumanos - hora de repensar
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
E se o PLC 122 fosse aprovado hoje, como ficaria?
Gostaria de contribuir um pouco mais com o debate sobre o PLC 122/2006, "que pune a discriminação contra homossexuais", cuja enquete está em andamento na página do Senado. Desta vez, minha colaboração é no sentido de permitir a você um julgamento pessoal sobre essa questão. A gente ouve vozes alarmadas, pedindo que você vá lá e vote "não" e acaba se sentindo manipulado. Então, minha colaboração é a seguinte: veja aqui todo o texto do parecer da senadora Fátima Cleide, na Comissão de Assuntos Sociais (parecer aprovado na Comissão, na forma de um substitutivo). Para facilitar seu entendimento da matéria, já que o PLC 122 altera uma lei já existente, eu fiz uma consolidação. Ou seja, peguei as alterações propostas e as inseri na lei alterada, de modo a você poder ler o texto final, passado a limpo, como ele ficaria se fosse promulgado hoje. Não é o caso; tem muita água para passar por baixo dessa ponte, ainda. Coloquei as alterações em outra cor para facilitar o entendimento das últimas mudanças. Se esse assunto lhe interessar, leia o texto e a argumentação da senadora e faça sua própria avaliação. Sem alarde, sem induções pró ou contra (muita gente tem escrito, perguntando se deve responder sim ou não à enquete do Senado; e eu tenho evitado uma resposta desse tipo). Espero, com isso, ajudar você a adquirir uma consciência crítica e livre sobre um tema tão controvertido e que tem alarmado os cristãos. • Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia e Fábrica de Missionários -- nem leigos, nem santos. ruben@amorese.com.br |
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Ciencia, Fe e Bioética
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Deus faz mal à vida?
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Teologia a favor do racismo
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Eis-me aqui
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
A proibição da cruz

A escola filosófica relativista, ilustrada pelo filósofo sofista Protágoras, defende que o "homem é a medida de todas as coisas". Dito de outra forma, verdade é determinada pela subjetividade individual, e ato moral pela subjetividade cultural de uma população em uma determinada área e em certa época (ver tópico em http://www.defnarede.com/r.html).
Esta "invenção ocidental" traz diversos problemas, e Luiz Felipe destaca um: "o relativismo se transformou numa militância política e moral apenas no ocidente". Ou seja, apenas a metade oeste do globo passou a relativizar até a si mesma, enquanto cultura, aceitando que "cada cultura seria um sistema fechado sobre si mesmo, onde um comportamento só poderia ser julgado pelos valores morais da própria cultura".
Ela cita dois autores, o antropólogo recentemente falecido Lévi-Strauss e o historiador Jacques LeGoff, que expõe a tensão da possibilidade da humanidade ocidental perder sua identidade, dissovlendo-se em uma mea culpa permanente, mas poupando todas as outras identidades culturais. Esta postura, atrevo-me a ponderar, é antirelativista, à medida que é aplicada unilateralmente - parece-me, na verdade, que esta mentalidade adotada pelo pós-modernismo é saturada de sentimento de culpa, idolatrando a cultura alheia e demonizando a própria.
A questão da cruz foi avaliada, por unanimidade da corte, como uma violação dos direitos de uma criança não cristã de não ser exposta a um símbolo religioso de uma fé que não compartilhava. Luiz Felipe termina seu artigo dizendo: "Esta decisão é ridícula, porque a cruz é um símbolo, seja eu cristão ou não, das raízes do próprio Ocidente, naquilo que ele mais preza: o amor ao próximo, generosidade e justiça, enfim, um Deus que morre de amor. Nós contemporâneos somos ignorantes de um modo gritante acerca do cristianismo, confundindo-o com alguns de seus momentos mais infelizes e cruéis (toda cultura é infeliz e cruel de alguma forma). Essa proibição cospe na cara de 2.000 anos de história de uma grande parte da humanidade, e os ignorantes que a realizaram deveriam ser obrigados a pedir desculpas aos cristãos,"
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Das catedrais às cruzes humanas
Cuiabá, sábado, 7 de novembro de 2009
A manifestação do Cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, conhecido por sua cultura teológica e trânsito em ambientes ecumênicos europeus, chama os cristãos a despertarem e se levantarem. Ao afirmar que "querem construir uma realidade que não seria mais a Europa, porque sem cristianismo a Europa não existe", mostra lucidez, mas fica sem impacto em ambientes teológicos católicos, ecumênicos e no universo intelectual e político europeu, por causa dos desdobramentos contraditórios.
Kasper é conhecido como um teólogo lúcido, com clareza não apenas conceitual, mas também pastoral. Sua ascensão às diversas funções foi marcada pelos critérios clássicos da formação, capacidade de diálogo, experiência pastoral, como padre e bispo, e acadêmica, como professor de teologia em universidades europeias e intercâmbios. Isso o fez aprofundar temas teológicos relevantes, desenvolvendo linguagem diplomática para lidar com a mídia e o grande público, e bases conceituais consistentes, para falar com a cúpula, chegando a confrontar-se com setores incumbidos do zelo pela Doutrina da Fé, e a assustar grupos de visão tridentina, associados à direita, com militância agressiva e recursos financeiros.
Sua consistência teológica chegou a criar problemas diplomáticos. Sendo a maior autoridade presente na assembleia do Conselho Mundial de Igrejas em Porto Alegre, a chefia da comitiva foi confiada a um bispo sem expressão. Ao presidir o Conselho para a unidade, ele trouxe uma aura de seriedade teológica e disposição de diálogo pastoral, mas isso não implicou autonomia institucional, mesmo tendo exigido esforços, desgastes e conflitos pessoais para lidar com teólogos e lideranças dos mundos protestante, judaico e muçulmano.
Em tempos difíceis
A falta de impacto em ambientes católicos e ecumênicos tem a ver com o esforço para movimentar-se na estrutura de traços conservadores, na qual precisa atender demandas tradicionais, com lógicas de poder, acordos e resultados. Embora o discurso de defesa do cristianismo, das catedrais e das cruzes na Europa pareça claro, na verdade aponta para o lado menos grotesco dos desastres causados pela civilização cristã, das cruzadas ao nazismo, e uma prática pendular que pede perdão, mas mantém estrutura imperial, defende a família, mas não deixa os padres se casarem, elogia as mulheres, mas não lhes dá poder eclesial.
Já no mundo intelectual e político europeu, sob influência do galicanismo, as resistências são maiores. Que a maior parte da Europa seja cristã é uma dúvida. Minorias comandarem maiorias é verdade, e não apenas na religião. Sobretudo hoje, quando essas visões supõem a existência da cristandade, que já acabou. Sem o sustentáculo de imperadores e nobres, a cruz tem deixado de ser chave para todas as portas. Dizer que cruz é símbolo cultural, agrava a situação. Para os muçulmanos expulsos da península ibérica, para os judeus que migraram por toda a Europa e, hoje, para minorias de imigrantes, refugiados e desterrados, o efeito é outro.
O último elemento pelo qual a reação se afasta das reações do poder e toma a praça é a laicidade. As sociedades são pluralistas, as pessoas têm aprendido a conviver com as diferenças, tolerância e virtude tornaram-se virtudes em todas as regiões que querem crescer. Mas não raras vezes esbarra na instituição que mais pleiteia sua defesa, na postura intolerante de líderes cristãos e nos setores com menor índice de educação. Se o laicismo se mostra intolerante, de quem aprendeu esse comportamento?
Admite que a cruz foi usada muitas vezes para perpetrar o mal, mas tenta resgatar seu significado, não crendo que alguém a use desse modo hoje. E associa o desaparecimento desse símbolo ao vazio e à secularização. De fato, o grito do cardeal se integra a um discurso escarmentado, de lamento e de castigo duro, para lembrar Claude Geffré, numa atmosfera religiosa, política e econômica que cimenta uma ordem social, na qual quanto mais se resiste, mais se torna irreversível o retorno ao mundo que não se quer deixar morrer.
É preciso guardar o discurso e aguardar os sinais dos tempos, afastando-se da oficialidade para recuperar a credibilidade. Ouvir os cristãos, ordenados e leigos, revela sabedoria histórica. Comblin disse que o cristianismo sempre migrou e agora pode ir para a Índia e a China. Para tal, é fundamental lembrar que as igrejas não dão a última palavra sobre o sentido da história. O que podem fazer é lembrar a necessidade de espiritualidade, de atendimento à busca de sentido, da urgência de limite às aventuras tecnológica e militar, e da necessidade de ser mais na relação com a alteridade e o Absoluto, como lembrou Brighenti.
Para dar conta do diálogo entre igrejas, religiões e sociedades, é preciso libertar a mensagem cristã da fixação regressiva na recomposição da unidade perdida, lembrou o professor de Teologia da Universidade Católica de Pernambuco,Degislando Lima. Conquanto não seja desejável, a Europa pode sobreviver sem cruzes e catedrais. Mas terá dificuldades se o clamor das populações, das minorias, e dos discriminados dos quatro cantos do planeta não for atendido.
Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)
Edição em português: Rua Ernesto Silva, 83/301, 93042-740 - São Leopoldo - RS - Brasil
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Marcha para Jesus? ou Blasfêmia disfarçada? duas reações
Quanto ao político, apequenou-se, mostrou-se igual aos outros, digno da casa onde trabalha.
E, curiosamente, no seu texto, agradece ter foro privilegiado em qualquer circunstância, diferente de todos os outros cidadãos...
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Marcha para Jesus? ou blasfêmia disfarçada?
A quem ela serve? A Jesus???
Vamos com calma, que o andor é de barro! Jesus não é um mestre, como querem algumas confissões religiosas não cristãs. É núcleo central do cristianismo que "Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus Pai". Logo, o Cordeiro, presente na criação do mundo, sendo que, sem Ele, nada foi feito, não precisa que marchemos a seu favor, pois Ele não se encontra ameaçado, não tem competidor e já venceu a morte e o diabo. Caso Ele fosse ameaçado, em algum delírio insano, quem seriamos nós para defendê-Lo do Seu oponente?
Alguns, em sua inocência, podem alegar que a marcha é um testemunho da fé em Jesus. Questionável... Que ela é uma declaração de pertencimento, uma pública profissão de fé, é inegável. Mas, de qual fé estamos falando?
Segundo a página oficial na internete, em http://www.marchaparajesus.com.br/home.html o tema atual, "marchando para derrubar gigantes", é "Espiritualmente, entendemos que muitas situações nas vidas das pessoas podem ser consideradas “gigantes”, por serem muito desafiadoras, complexas, crônicas, como enfermidades, desemprego, dificuldade de relacionamento profissional, familiar e sentimental, problemas financeiros entre outras. A Marcha para Jesus 2009 prega uma nova condição. Como Davi marchou em direção ao gigante Golias e o derrubou, cremos que marcharemos para derrubar todos os gigantes que se apresentam nas nossas vidas. É um posicionamento de fé!"
Blasfêmia, segundo o Aulete digital, é o ultraje (insulto) a algo considerado sagrado. Pois bem, as Escrituras não declaram nada do que está dito acima. O assim chamado "evangelho da prosperidade" insulta o sangue dos apóstolos e mártires, envergonha os reformadores e transforma a cruz de Cristo num livro de autoajuda.
Se ela tem o objetivo de proclamar que o sangue de Jesus perdoa todo e qualquer pecado, nos livrando das garras do diabo, ela falha, ao menos para o articulista da Folha de S Paulo, Fernando de Barros e Silva. Na edição do dia 03 /11/09, à página A2, sua coluna traz o título "a marcha de Jesus e o diabo". Nem de longe o jornalista captou a mensagem de salvação, se é que ela foi pregada.
'
Para piorar as coisas, a vinculação política do evento, na presença de dois políticos que se dizem evangélicos, além da criação do dia nacional da marcha para Jesus, por ato do nosso vastamente ecumênico Presidente da República, explicitam o uso dos presentes como instrumento político para alguém, e não é a causa do Reino!
Através de um discurso de aparência piedosa, chamativo, há um apelo de luta política ("a liderança da Igreja Renascer em Cristo. Apesar disso, uma coisa precisa ser dita: A marcha é um ato de demonstração de fé em Cristo. Se os homossexuais conseguem levar milhões às ruas de São Paulo, os crentes também podem" - conferir em http://olharcristao.blogspot.com/2009/04/marcha-jesus-2009.html), de busca do poder (alguns se recusam a aprender com a história, de que a Igreja jamais pode se assentar à mesa com o poder político - sendo verdadeira a visão do imperador romano Constantino, ela foi dada pelo inferno, e não pelos céus) e da promoção do "casal apostólico", réus confessos de crimes cometidos em outro país.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Os especialistas / um evangelho egoísta
O crescimento da Igreja dos crentes é um relato empolgante: temor, amor e calor misturados à oração, perseverança e comunhão. Há neste registro tudo o que sonhamos e precisamos para crescer, um crescer saudável e duradouro; não esse processo no qual a Igreja incha por uns tempos e depois volta ao que era, ou regride. Na labuta pelo aumento do rol lançamos mão de todos os meios lícitos, válidos, cristãos e nem tanto.
Diferentes em tudo da Igreja primitiva buscamos na empresa secular os modelos alternativos de crescimento; ainda que o Evangelho que salva e transforma e o Espírito Santo que dá o crescimento sejam os mesmos, imutáveis desde a eternidade, nós insistimos em novas "técnicas" de expansão do Reino.
Tornou-se comum em nossos dias o surgimento de denominações "especializadas" em seguimentos do Evangelho, e fazendo-se "especializadas" fazem-se também arrogantes e relapsas; prega-se um evangelho adaptável, que se adéqua às necessidades do cliente, digo, do crente. Avulta-se o relativo em detrimento do absoluto.
Então temos: quebra de maldição hereditária, e só; confissão positiva, e só; teologia do riso, e só; descapetização, e só; batalha espiritual (seja lá o que queiram dizer com isso), e só; curas e milagres, e só. Cadê o Evangelho integral, bíblico e gratuito? Na minha igreja nós sentimos um imenso e santo orgulho quando dizem que ninguém estuda a Bíblia com maior zelo do que nós; mas, que as mesmas pessoas não apareçam nas reuniões do ministério de oração; um vazio de dar dó. Yes! Nós temos um ministério de oração, Uau!
E quase em frente (à minha igreja) abriram uma "igreja de campanha" e do amanhecer ao anoitecer eles oram e contribuem e empilham envelopes de pedidos e ofertas; (de onde vem tanto envelope?), mas nunca os vi calmamente assentados obedecendo à ordem: "Examinai as Escrituras!" Precisamos de uma e de outra coisa, precisamos atentar para o que diz Pedro: "Crescei na "graça" e no "conhecimento" de Jesus Cristo." II Pe 3: 18. Eu sei, estiquei o versículo!
Carregando o slogan do evangelho social nos tornamos assistencialistas, distribuidores de cestas básicas, e só; sequer oramos por aqueles carentes de tudo, e Mateus 4: 4, como é que fica? Pregamos o Evangelho, a Jerusalém celestial, mas agimos como se aqui e hoje não fossem importantes, mandamos todos para o porvir, sem escalas.
Intercessores, e só; ao passarmos por um "nu faminto sedento enfermo", ao largo passamos. Mt 25: 35. "Ama o teu próximo" vem no vácuo de "Ama o teu Deus"; amo Deus e deixo meu irmão na pior? A igreja da benção "A" despreza a igreja da benção "B" e juntas desprezam a cruz.
O nosso egoísmo produz igrejas egoístas; ouvi um pastor "social" dizer que a igreja dele crescerá "pra dentro"; adeus missionário.
A Igreja precisa apresentar os cuidados com o crescimento social e espiritual aliados à experiência de transformação, da presença soberana do Espírito Santo; estudo bíblico e oração; sopão e louvor e cura cabem no mesmo templo. Adicione conversões aí.
Não precisamos de um evangelho da cura, outro da libertação, da prosperidade, um evangelho da quebra de maldição; mas precisamos da cura, da libertação, da prosperidade, da transformação e da salvação que em nós opera o Evangelho de Jesus, o Cristo.
A santidade em nós é que expressa o poder do Evangelho; os bens aparentes não oferecem uma visão clara da presença graciosa de Deus em nós; os ímpios são escandalosamente "especialistas" em ostentar esses bens aparentes, esmagam melhor do que nós.
O bom perfume de Cristo, a boa sensação causada pela tradução da cruz em nós e que nos diferencia, é que revela que somos humanos de volta à imagem e semelhança do Criador. Igreja que fala de um novo Céu, mas que vive uma nova vida aqui, e divide-a promovendo um todo.
Especialistas sim, especialistas em Deus, e só.
(ex-interno do Centro de Recuperação de Mendigos – Missão Vida)
www.mvida.org.br conheça-nos!
fonte: http://www.ultimato.com.br/?pg=mural&local=mural_show&util=1®istro=2164
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Igreja: decifra-me ou devoro-te
Derval Dasilio Poderíamos visualizar na igreja um lugar para "comer junto", comunhão em torno da mesa? Externamente, vive-se mentirosamente sob uma ideia comum de comunhão (Igreja de Cristo), porém são diversos os sentidos que damos aos sacramentos e à missão na diversidade anárquica. Comer na mesma "mesa", comunhão de diferentes nos alimentos da "ceia do Senhor", hospitalidade eucarística sem restrições, era um grande problema. Continua sendo. De fato, cristãos mediterrânicos adaptavam-se e compreendiam a Eucaristia ("eucaristein") e a diversidade por força do ensinamento apostólico. O reino de Deus não se confunde com igreja alguma; fundamentalista católica ou protestante. Os perseguidores estão também no meio da comunidade. Apontam o fracasso, aguçam o desespero, instilam a covardia e o temor ao naufrágio, analisam o futuro de modo pessimista. Cristo, porém, na fé apostólica primitiva, é concreto, e não um produto de mercado ou um símbolo salvacionista abstrato. Não é um nome que possa ser utilizado impunemente na venda de amuletos, produtos simbólicos, religiosos e "curativos" (mesmo que seja um "cristo" como esparadrapo e analgésico). A magia, o curandeirismo e a superstição constituem um perigo tempestuoso que leva ao naufrágio. A religião pessoal recente, contemporânea, não é estranha à igreja do tempo bíblico. Nesta as aspirações espirituais se misturavam com solicitações grosseiras e vulgares de satisfação física e material (H.H.Rowdon). Não havia uma linha demarcatória entre o culto mágico e a nova religião dissidente do judaísmo bíblico. Práticas de astrologia, adivinhação, eram elementos que permeiavam o culto cristão. Papiros de magia contendo orações e hinos "libertadores" eram elementos que circulavam juntamente com esboços das fontes dos evangelhos. Maldições e pragas se insinuavam em práticas supersticiosas repulsivas. Qual a diferença hoje? A fé da igreja apostólica, "Eu te estabeleci como luz entre as nações, para que sejas portador de salvação até os confins da terra" (At 13.47), extinguiu-se? Muitos se enganam quando insistem que as comunidades nascentes no período neotestamentário viveram sem conflitos; que tiveram identidades únicas definidas com rigor doutrinal. Idealização absurda, irreal. Não houve jamais eclesiologias idênticas, que organizam os ministérios ordenados uniformemente (impossível dedução, diante da diversidade mediterrânica). Missão e sacramentos são compartilhados em recomendação apostólica: a Igreja é missão e ministérios, em totalidade, afirmou Joaquim Beato. Falta-nos examinar estes pontos e contradições. Os conflitos vão crescendo, as dificuldades se impõem. Atos dos Apóstolos, minimizando, mantém seu objetivo conciliatório. Mas a igreja de Jerusalém é apostólica, ecumênica, missionária e diaconal. A questão dos pobres e dos excluídos na igreja também estava em relevo (At 2.42-47; 4.32-35), por exemplo, e no século seguinte passaria para o segundo plano, para ser "amortecida" por quase vinte séculos. Com raras exceções, como enfatizavam Francisco de Assis (século13), Spener (século 17) e mais tarde John Wesley (século18). Mais recentemente, Bonhoeffer, Luther King, Romero, Hélder Câmara, Jaime Wright, Mandela, Desmond Tuto. A questão das desigualdades desinteressava a comunidade cristã enquanto tomavam forma movimentos de espiritualização e ascetismo, de iconoclastia e "purificação" de símbolos eclesiásticos, entre outros. Não se passa incólume sobre esta questão, pois pobres e oprimidos, como tais, são tema permanente do Evangelho de Jesus Cristo, entre diferentes e vítimas das desigualdades. "O reino de Deus e a sua justiça" deveriam ser uma bandeira da Igreja. Enfim, o que é mesmo a Igreja, se levamos em conta as deformações do momento? Decifra-me ou devoro-te... • Derval Dasilio é pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. www.derv.wordpress.com fonte: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=3®istro=1155# |
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
A ditadura da Lei e a democracia do Espírito - implicações éticas
A aliança com Israel nasce de um ato redentor, executado uma única vez, ao custo da vida de milhares de primogênitos, um sem número de soldados sepultados pelo Mar Vermelho e de severos reveses financeiros (gafanhotos, granizo e a morte dos primogênitos dos animais). A geração que viveu estes acontecimentos, com seus filhos, teve a oportunidade de aceitar o pacto oferecido, ou de recusá-lo. O pacto oferecido era o cumprimento de uma promessa feita aos Patriarcas algumas centenas de anos antes, continha obrigações de ambas as partes e foi aceito em nome dos descendentes. Não havia dispositivo na Lei que fizesse um filho hebreu avaliar sua pertença, ou dela se desligar voluntariamente. Apostasia era punida com pena de morte, assim como outros crimes "teológicos" (blasfêmia, por exemplo), "litúrgicos" (trabalho no sábado), contra a vida (homicídio intencional) e contra a santificação (diversas relações sexuais vetadas). Ou seja, cem anos após a chegada na Terra Prometida, os filhos de Jacó, querendo ou não, seriam circuncidados (uma semana após o nascimento) e passariam a viver sob as leis de um pacto não aceito por eles, baseado na livre escolha divina de fazer Israel Sua luz entre os demais povos.
A aliança do calvário nasce de um único ato redentor, jamais repetido, ao custo único da vida humana de Jesus, o Cristo de Deus - Deus feito homem, Deus que se esvazia e assume a forma, a vida, as vicissitudes de ser humano. Aliança proposta se baseia no Seu corpo e no Seu sangue, somente podendo ser aceita livremente pelo indivíduo, e não por algum representante, mesmo familiar direto. O batismo infantil, na visão protestante, significa apenas a intenção dos pais de que a criança batizada será criada de modo a, no momento oportuno, exercer seu direito de escolha, confessando Jesus Cristo como Senhor e Salvador. O comportamento ético é muito mais um processo de santificação progressivo e infindável que um comportamento exterior inatacável, inexistindo pena capital ou de castigo físico. A igreja tem como recursos disciplinares a admoestação privada, a pública, a suspensão da participação da eucaristia e a exclusão da comunidade de fé, nunca medidas perpétuas, mas sempre com a possibilidade do perdão, pedra sobre a qual todos são remidos.
Ambas alianças nascem no coração dAquele que sabe o que é melhor para o ser humano. Contudo, Ele não repete o padrão da Velha Aliança na Nova. Na primeira, buscava-se uma nação santa, inclusive enquanto sociedade civil; na segunda, povo santo em meio a uma geração "má e adúltera" (expressão que, salvo engano, refere-se aos judeus e não aos gentios...), a qual é ordenada submissão enquanto dentro do estatuto de um governo centrado nas necessidades de todos e não no ego do governante, mas não ao preço da apostasia.
Enquanto povo separado, é guiado espiritualmente por líderes nem infalíveis, nem perpétuos. A regra é "sujeitai-vos mutuamente uns aos outros" (e os presbíteros e diáconos não são exceção),cabendo à comunidade, muitas vezes, a palavra final sobre disputas internas (que não deveriam ser apresentadas aos tribunais do Estado). Solidariedade mútua, onde o governo da igreja (enquanto povo) existe em função da igreja (enquanto povo, e não instituição).
Quando confrontados hoje com as difíceis questões de harmonizar, em uma sociedade que jamais será cristã (pelo menos em uma vertente escatológica), interesses díspares, frequentemente contrárias à vontade de Deus expressa nas Escrituras, qual o modelo que adotamos? E por quê?
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
De Caio Fábio para Bráulia Ribeir
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terça-feira, 13 de outubro de 2009
A Palavra de Deus requer uma nova leitura, defende teólogo
Managua, terça-feira, 6 de outubro de 2009 (ALC) - "A vigência da Palavra de Deus hoje, num mundo convulsionado social, econômica, política e culturalmente, tem de ser reconstruída a partir de uma leitura alternativa e com um espírito disposto à experiência", declarou o teólogo Alberto Araica, em palestra nesta capital, no marco do Dia Nacional da Bíblia, em 30 de setembro.
"Precisamos nos dar conta que é preciso observar mais o silêncio na hora de aprender dela", argumentou. Para o teólogo, muitos ficam atraídos pelo fundamentalismo religioso, que usa textos pinçados do texto sagrado para defender posições que lhes são convenientes. "Isso nos isolou e fez com que perdêssemos o significado da vigência da Palavra de Deus para o homem globalizado que vive num mundo pós-moderno", argumentou.
O teólogo alertou, contudo, que não se pode ficar presos aos dogmas denominacionais, mas é preciso ter uma ampla visão ecumênica. No mundo globalizado, onde desponta o individualismo, o livre mercado e a privatização, é "imprescindível a leitura do Evangelho desde uma perspectiva comunitária que leve a um entendimento comum", disse.
Araica frisou, bem por isso, que é preciso descobrir que a Palavra, além da letra e da tinta, tem de ser descoberta em comunidade, "aprendendo a ver e escutar a Deus na experiência do dia a dia".
"A mensagem das Sagradas Escrituras têm de criar pontes de aliança e solidariedade até mesmo com aqueles que pensam diferente de nós", destacou.
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Cristãos (in)tolerantes: destino inescapável?
Tolerância parece ser uma palavra em moda.
Tolerância é a boa disposição do que ouve idéias contrárias as suas, ou liberação do cumprimento de alguma norma. Tolerante, portanto, é aquele capaz de ouvir com boa disposição (boa quer dizer favorável, propícia, sem desejar o mal) manifestações de pensamento que lhe são contrárias, ou que das quais discorda, respeitando o direito do outro de tê-las e expressá-las.
Será tolerância uma atitude possível? Será a intolerância o destino de todo aquele que crê?
Crer em algo significa não crer em outro algo. Acreditar na realidade, na existência, da reencarnação não é compatível com acreditar na aniquilação do ser na morte; ou na ressurreição dos mortos. Aceitar como verdade final a ressurreição dos mortos é considerar a reencarnação como não existente, como não verdade. Não é possível ter fé, aceitar como verdadeiras, todas as confissões religiosas existentes, teístas ou não. Desposar uma é,. por definição, não desposar as outras. Monogamia sólida!
Imaginar ser possível poligamia confessional, mantendo cada fé sua individualidade e particularidade, é acreditar que a cor branca é a mesma cor preta; ou que óleo e água se misturam, mantendo suas características que as definem.
Ser cristão é não ser mulçumano; ser mulçumano é não ser espírita; ser espírita é não ser budista; e assim por diante. Ser xintoísta é não acreditar no juízo final cristão; ser panteísta é não acreditar em um Deus pessoal.
Crer que todas as religiões, em sua totalidade, são verdadeiras (o que é diferente de crer que todas tem um sistema ético coerente, saudável, possível, fomentando o bem e lutando contra o mal) é não crer em nenhuma, e tentar criar uma nova.
Crer não impede a aceitação da idéia contrária do meu próximo. Mas até que ponto eu posso expressar minha não-crença na verdade da fé do meu próximo sem ofendê-lo (ou seja, agredí-lo, fazê-lo sentir-se mal ou desconfortável)? Ofende dizer que transmigração de almas é uma grande bobagem? que quem acredita em exorcismos é um ignorante? que um Deus triúno é uma blasfêmia?
Edir Macedo (é manifestação de intolerância chamá-lo de "autodenominado bispo") escreveu um livro, "Orixás, caboclos e guias: anjos ou demônios". Em um tempo, foi retirado da circulação por ordem judcial, porque desrespeitava os cultos de origem africana. Quem foi o intolerante: o bispo, que sugeriu a identificação de orixás com o demônio bíblico ou os adeptos do candomblé, que não foram capazes de respeitar a opinião dele fortemente contrária?
Há um ruído na internete a respeito de uma peça teatral que representa Jesus como homossexual, em orgia com os discípulos. Isto me ofende (causa desconforto, entristece-me). Mas porque O considero Deus Filho, como reza o credo de Niceia-Constantinopla. Não tem o direito de sentir-se ofendido aquele que crê em "bezenção" se o chamo de supersticioso? ou se pinto um retrato de Maomé, atitude blasfema do ponto de vista do mulçumano?
E como evangelizar sem ofender? Temos o direito de, em nome do Evangelho, causar sofrimento, vergonha, dano moral, aflição, restrição financeira, etc? Existe o direito do outro em causar-me sofrimento, vergonha, dano moral, aflição, restrição financeira ou social por ser eu cristão?
domingo, 4 de outubro de 2009
Alexandre
Vieram outras crises; a razão saía por uma fresta da janela, ficava uma algaravia religiosa indecifrável. Nas crises, ele nos visitava para longas conversas. Nunca foi mau o rapaz. Eu sempre lhe sabia gentil, apesar das incoerências. Meu marido tinha ouvidos para lhe decifrar as angústias no meio da verborragia. Aconselhava, ouvia.
Nos últimos meses, Alexandre começou a observar minha filha que se tornava menina moça e a notar-lhe a beleza florescendo. Ligava às três da manhã falando da menina que vira no balanço, de suas amiguinhas, do toque puro que lhe deu na perna, de como Deus ama os anjos. Meu instinto de mãe se põe de guarda. Aviso às coleguinhas e, quando Alexandre vem, eu o acompanho ao redor da floresta que circunda a comunidade.
Na terça-feira a bicicleta com adesivo Yokohama para na minha porta. Nesse dia Reinaldo está com pressa. Explica pro Alexandre:
-- Tô de saída. Tenho reunião com pastores na cidade.
O rapaz insiste, mais transtornado que nunca na esperança absurda que tem em Reinaldo.
-- Você é meu pai, meu pastor, eu preciso de você.
Reinaldo começa a se irritar. Explica que não dá. Alexandre implora.
-- Deixa eu voltar pra viver aqui com vocês.
-- Como? Você se droga, anda por aqui observando nossas crianças e me liga de madrugada falando nelas. Como posso confiar pra te deixar morar aqui?
-- Não vou fazer nada com elas, só quero ser como elas, nascer de novo numa família de Deus, Reinaldo. Eu quero ser de Deus e não sei como, será que elas me ajudam?
-- Hoje não posso. Tô atrasado demais. Olha, já fizemos tudo o que podíamos por você. Agora acabou.
-- Como acabou? Não acaba não, olha.
E mostrou um rolo de papel higiênico que tinha nas mãos.
Reinaldo se irritou com aquele rolo -- me contou depois --, mesmo assim segurou a ponta enquanto o menino desenrolava lentamente tirando de dentro uma Bíblia pequena amarfanhada, pra ler o Salmo 136.
-- Olha o que a Bíblia fala: "Rendei graças ao Senhor, porque seu amor dura para sempre".
E assim foi lendo parado no sol quente ao lado do carro o Salmo todo enquanto Reinaldo tentava lhe dizer que estava atrasado, que era pastor, que conhecia a Bíblia, que voltasse depois ou nem isto.
Foi-se o pastor pra reunião e o garoto em desespero para a estrada quente de bicicleta. Reinaldo disse que ainda o viu quando voltava, pedalando, percebendo o carro, mas nem o parou de novo como seria seu costume. Virou o rosto como se dissesse: "Olhe, você, meu pastor, falhou, me trocou por uma reunião, não me ouviu, deixou que seu amor acabasse, sendo que o amor de Deus nunca acaba".
Acabou também naquela tarde a história de Alexandre e sua busca por Deus. Na manhã seguinte sua irmã nos ligou, chamando para o velório. O rapaz se matou na tarde anterior nas rodas de uma carreta de carga depois de duas outras tentativas. Choramos eu e Reinaldo muitas lágrimas de angústia, desespero e culpa, e ainda choro enquanto escrevo isto. Por nós, e por todos os Alexandres da vida que encontram na rua os levitas e não os samaritanos.
• Bráulia Ribeiro, missionária em Porto Velho, RO, é autora de Chamado Radical. braulia.ribeiro@uol.com.br
fonte: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2474&secMestre=2488&sec=2506&num_edicao=320