sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dinamarquês mostra o "sangue no celular"

ALC


Sexta-feira, 11 de novembro de 2011 (ALC) - As matérias-primas que tornam esse início de século XXI tão bem informado e conectado vêm, muitas vezes, de áreas onde ainda impera o trabalho escravo. É o que mostra o filme "Blood in the mobile" (Sangue no celular), do cineasta dinamarquês Frank Poulsen. 

Ele filmou as condições de trabalho na mina de cassiterita de Bisie, na República Democrática do Congo. Milhares de pessoas, inclusive crianças, dedicam-se à exploração desse minério que é um dos componentes dos telefones celulares.

"A situação nas minas é análoga à escravidão. As pessoas ganham para trabalhar, mas estão aprisionadas, amarradas em dívidas com os grupos armados", relatou Poulsen ao repórter Camilo Rocha, de O Estado de S. Paulo.  O que ele lá presenciou está "muito além de tudo" que ele já tinha visto. 

O dinamarquês contraria aqueles que pensam que o que ocorre na África nada tem a ver com elas. "Estamos todos conectados. O nosso modo de vida depende do sofrimento de outras pessoas", denunciou. 

Para chegar na região das minas, Poulsen teve que empreender uma maratona. De Kinshasa, capital do Congo, foi de avião até a cidade de Goma, de onde tomou helicóptero até a vila de Walikale. Deslocou-se, então, 200 Km numa moto e finalmente outros dois dias de caminhada pelas montanhas para chegar ao destino.

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