Somos um povo alegre e festeiro o ano todo, mas é por ocasião do Natal e da Páscoa, que a maioria das famílias brasileiras passa momentos especialmente agradáveis; é quando visitas de parentes e amigos, decoração especial e mesas fartas tornam palpável o aconchego festivo que se instala em nossos lares. O clima de festa de fato se justifica, pois, embora às vezes passe desapercebido, as duas datas existem para a comemoração de dois grandes feitos inusitados de Deus. No Natal comemoramos o nascimento de Jesus, no qual Deus "tornou-se homem e viveu aqui na Terra entre nós, cheio de amor e perdão, cheio de verdade".1 Na Páscoa recordamos um evento absolutamente extraordinário, resumido por Simão Pedro em uma de suas célebres frases: "Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas disso".2Crer não é sinônimo de não pensar. Crer implica em pensar, em relacionar fé com a realidade, questionando uma a partir da outra. O conteúdo são pensamentos às vezes rápidos, em elaboração; outros, já mais elaborados. Ambos buscando provocar discussão e reposicionamentos, partindo sempre da confissão de fé protestante. Os artigos classificados como "originais" podem ser reproduzidos desde que com a menção da fonte e autoria. Ano V
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Milagres?
Somos um povo alegre e festeiro o ano todo, mas é por ocasião do Natal e da Páscoa, que a maioria das famílias brasileiras passa momentos especialmente agradáveis; é quando visitas de parentes e amigos, decoração especial e mesas fartas tornam palpável o aconchego festivo que se instala em nossos lares. O clima de festa de fato se justifica, pois, embora às vezes passe desapercebido, as duas datas existem para a comemoração de dois grandes feitos inusitados de Deus. No Natal comemoramos o nascimento de Jesus, no qual Deus "tornou-se homem e viveu aqui na Terra entre nós, cheio de amor e perdão, cheio de verdade".1 Na Páscoa recordamos um evento absolutamente extraordinário, resumido por Simão Pedro em uma de suas célebres frases: "Deus ressuscitou este Jesus, e todos nós somos testemunhas disso".2quarta-feira, 4 de agosto de 2010
O que impede a unidade da Igreja é o pecado, e não a ortodoxia
Aconteceu no dia 18 de junho no templo da Igreja Metodista Central de Belo Horizonte. Dois pastores (Valdir Steuernagel e Welinton Pereira) estavam prestando algumas informações sobre a pré-organização da Aliança Cristã Evangélica do Brasil a um pequeno grupo de líderes da capital mineira.Steuernagel leu a famosa oração de Jesus sobre a unidade cristã: "Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17.20-21). Em seguida, lembrou que Deus não desiste daquilo que ele quer e pretende fazer. Uma dessas coisas é aproximar os verdadeiros crentes entre si. Para tanto, é preciso mudar a cultura predominante de cada um por si. Ele foi muito convincente ao lembrar que a igreja brasileira já experimentou uma mudança de mentalidade no que diz respeito a missões. Até pouco tempo atrás, quando se falava em missionários, só se pensava na figura do missionário estrangeiro que vinha para o Brasil. A geração atual entende de outra maneira: o missionário é o brasileiro que sai do país para fazer missões em outro lugar. A igreja deixou de ser recebedora para ser enviadora de missionários. É uma porta aberta ou um incentivo para outras mudanças. No final, Welinton Pereira convidou um dos pastores presentes para orar. Ele agradeceu pelo esforço em favor da unidade da igreja evangélica em torno de Cristo e confessou mais ou menos assim: O apego demasiado de cada denominação à sua história, teologia, tradições, liturgia, princípios, alvos, tem dificultado a aproximação maior de seus membros. Porém, os maiores obstáculos são menos importantes e mais carnais. Estamos separados por causa do pecado. A inveja, o ciúme, a vaidade, a concorrência, a competição, a briga pelo poder denominacional nos separam. A falta de amor, a ausência de perdão, as picuinhas, o não esquecimento de problemas anteriores nos separam. O crescimento numérico nos separa. Ficamos no mínimo intranquilos quando outra igreja da mesma denominação é diferente da nossa e "ameaça" crescer mais e mais rápido. Perdoa-nos! Faze-nos chorar! Vence-nos! Amém. fonte: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&artigo=2696&secMestre=2687&sec=2713&num_edicao=325 |
sexta-feira, 23 de julho de 2010
A diabolização do outro só para esconder o pecado!
Fonte: http://www.revistaenfoque.com.br/index.php?edicao=62&materia=544
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Luteranos pedem perdão aos menonitas
A Comissão Internacional de Estudos Luterana-Menonita (2005-2008) levantou essa parte dolorosa da história, conduzindo os luteranos ao reconhecimento das injustiças então cometidas e da falsa imagem construída sobre os anabatistas, que perdura até hoje.
Com base nesse estudo, o Conselho de FLM foi unânime em aprovar, na sua reunião de outubro de 2009, o encaminhamento do pedido de perdão aos menonitas, embora persistam diferenças teológicas entre as duas famílias denominacionais.
Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)
Edição em português: Rua Ernesto Silva, 83/301, 93042-740 - São Leopoldo - RS - Brasil
Tel. (+55) 51 3592 0416
domingo, 18 de julho de 2010
Jesus e os fariseus: uma análise de um sistema ético
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Reconciliação para superar a violência
A professora assumiu como motivação a noção de memória de Cornelius Castoriadis, para quem o homem não existe para dizer o que é, mas para ser e fazer além do que é. Magali baseou-se na noção de ecumenismo com ênfase na paz e na vida, retomando o conceito de oikoumene, como tratado por Julio de Santa Ana no livro Ecumenismo e Libertação. Com isso, mostra as raízes, a partir das quais reflete sobre o movimento cristão pela paz e a justiça, e o esforço para superar conflitos religiosos e, após a Conferência de Edimburgo, como ação missionária.
No seu desenvolvimento, a noção de ecumenicidade apóia-se em Leibniz, o filosofo e matemático luterano, afirmando que o cristianismo deva ser compreendido como uma igreja universal que defenda e abrigue os sentidos da fé cristã. Daí se desenvolve uma preocupação com a vida e com a universalidade da fé. Isso fez crescer a preocupação com a intervenção e o testemunho cristão num mundo que começa a ser marcado por tensões.
Edição em português: Rua Ernesto Silva, 83/301, 93042-740 - São Leopoldo - RS - Brasil
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Das Heresias no “Louvor”
fonte: http://www.dar.org.br/bispo/50-artigos/1280--das-heresias-no-louvor-reflexao-episcopal.html
quinta-feira, 8 de julho de 2010
A resposta de Deus ao mal
quarta-feira, 7 de julho de 2010
A visão cristã do Estado
"Ai dos que descem ao Egito em busca de socorro e se estribam em cavalos; que confiam em carros, porque são muitos, e em cavaleiros, porque são mui fortes, mas não atentam para o Santo de Israel, nem buscam ao SENHOR! Pois os egípcios são homens e não deuses; os seus cavalos, carne e não espírito. Quando o SENHOR estender a mão, cairão por terra tanto o auxiliador como o ajudado, e ambos juntamente serão consumidos." (Is 31.1,3)segunda-feira, 5 de julho de 2010
Ouvidos tapados, olhos fechados
Karl Heinz Kienitz Em 1884, vinte anos antes de receber o Prêmio Nobel de Física, Lord Rayleigh dizia ao plenário da 54a Reunião da Associação Britânica para o Avanço da Ciência: "Muitas pessoas excelentes temem a ciência como tendendo ao materialismo. Não é surpreendente que tal apreensão exista, pois, infelizmente, há escritores, falando em nome da ciência, que se fixaram a fomentá-la. É verdade que entre os homens de ciência, como em outros ramos, pontos de vista pouco refletidos podem ser encontrados a respeito das coisas mais profundas da natureza; mas que as crenças professadas por Newton, Faraday e Maxwell toda uma vida seriam incompatíveis com o hábito científico da mente é, sem dúvida, uma proposição que eu não preciso me delongar em refutar". De Rayleigh até hoje cientistas de renome têm reiterado a compatibilidade de fé cristã e ciência. Para Max Planck, "religião e ciência natural combatem unidos numa batalha incessante contra o ceticismo e o dogmatismo, contra a descrença e a superstição. E a palavra de ordem nesta luta sempre foi e para todo sempre será: em direção a Deus!". Em outra oportunidade Planck foi ainda mais incisivo: "A prova mais imediata da compatibilidade entre religião e ciência natural, mesmo sob análise detalhada e crítica, é o fato histórico de que justamente os maiores cientistas de todos os tempos, homens como Kepler, Newton, Leibniz, estavam imbuídos de profunda religiosidade". Muitos outros nobéis, como Mott, Townes, Penzias, Schawlow e Phillips expressaram-se de forma semelhante. No entanto, mais de um século após a palestra de Lord Rayleigh, persiste a situação por ele mencionada. Como evidência tupiniquim, confira-se uma recente entrevista feita com Marina Silva, candidata à presidência da república ("Época", edição 627, 24/05/2010). Uma das perguntas foi: "Como a senhora lida com a contradição entre ciência e religião?". A hipótese está enunciada de forma inequívoca. Independe do que a entrevistada teria a dizer, ou pior, independe do que os cientistas citados acima têm dito sobre o assunto há séculos. Em sua pergunta, a jornalista elevou a (imaginária) contradição entre ciência e religião à condição de verdade absoluta, fato incontestável. Rodney Stark, professor de sociologia da Baylor University, apresenta uma possível explicação para atitudes como a da entrevistadora de Marina Silva. Um conflito entre fé e ciência tem sido "o principal dispositivo polêmico usado no ataque ateu contra a fé... afirmações falsas sobre religião e ciência têm sido usadas como armas na batalha para 'libertar' a mente humana dos 'grilhões da fé'. A verdade é que não há inerente conflito entre religião e ciência. De fato a realidade fundamental é que a teologia cristã foi essencial para a acensão da ciência". A explicação alternativa à de Stark é a de que o formador de opinião engajado na difusão do imaginário conflito desconhece Kepler, Newton, Leibniz, Rayleigh, Planck, Mott, Townes, Penzias, Schawlow, Phillips e suas manifestações sobre a compatibilidade de fé e ciência. Infelizmente tal desconhecimento só é possível se esse formador de opinião não fizer corretamente seu trabalho de pesquisa ou "se fingir de morto" diante do vasto material disponível sobre o assunto, o que novamente implicaria motivações pouco louváveis. Enquanto isto, mentiras sobre fé cristã e ciência continuam a ser impingidas ao público. Seja como for, os Newtons, Rayleighs e Plancks têm sido amplamente ignorados – muitas vezes deliberadamente – quando o assunto é fé e ciência. Isto me faz lembrar de uma frase de Jesus, na qual ele se refere ao assunto ignorância deliberada: "Eles taparam os ouvidos e fecharam os olhos. Se eles não tivessem feito isso, os seus olhos poderiam ver, e os seus ouvidos poderiam ouvir; a sua mente poderia entender, e eles voltariam para mim, e eu os curaria!" (Mt 13.15). Assim, para reverter o quadro é necessário destapar os ouvidos e abrir os olhos. Simples, não? • Karl Heinz Kienitz recebeu o doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica Federal de Zurique, Suíça. É professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica em São José dos Campos. Karl mantém uma página na internet sobre fé e ciência no endereço www.freewebs.com/kienitz. |
sábado, 26 de junho de 2010
O Jesus que faz sofrer
Jesus não é qualquer um. Proclama a si mesmo, com toda a humildade, Filho de Deus em um sentido único, impossível de ser compartilhado por qualquer outra pessoa:"Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30). Detém um poder que ninguém mais tem - quem poderia enfrentar um anjo isolado, quanto mais 12 legiões? (a legião romana contava com 3000 a 8000 homens - portanto, Jesus falava de 3600 a 96000 anjos - Mt 26.53). Único ser humano que não foi detido pela morte, mas ressuscitado de modo que está até hoje vivo, ainda que não visível aos nossos olhos.
Portanto, ser cristão poderia ser partilhar algo deste poder e desta relação com o Pai. Mas, quando idealizada, esta partilha supõe apenas lucro, não perda. Afinal, poderia ser proclamada, com fé, a frase de para-choque de caminhão "não sou o dono do mundo, mas filho dele".
Mas o que Jesus promete aos que o buscam? Afirma que, diferente de outras propostas religiosas da época, seu fardo é leve e seu jugo, suave (Mt 11.30). Contudo, veio trazer a espada a terra, e não a paz; a desavença familiar, e não a harmonia. Afirma que requer amor superior ao amor pelos filhos ou pelos pais, e que somente terá vida aquele que a perder, tomando a mesma cruz que Ele (Mt 10.34-39). E afirma que não colocará os interesses pessoais, Seus ou de Seus amigos, acima do programa do Reino. Se não, por qual razão permitiu que Lázaro morresse, e que sua família, e Ele mesmo, enlutasse? Afinal, Ele adiou sua ida a Betânia, tendo chegado lá quatro dias após o óbito quando poderia ter chegado antes. (Jo 11)
Este Jesus que faz sofrer não é porta-voz de algum "deus do sofrimento". Apenas ressalta que seus seguidores estarão permanentemente no mesmo vale da lágrimas que os seus não-seguidores, porque é isso mesmo que Ele, sendo Deus, fez (Fp 2.1-11). Ordena que ser cristão não é opção de boa vida, mas de serviço ao próximo. Estabelece que ser seguido, em amor, pode custar a morte aos seguidores.
Ser cristão não é uma escolha a ser feita sem pesar cuidadosamente as consequências...

quinta-feira, 24 de junho de 2010
Negar valores culturais não faz um bom cristão, diz professor sioux
valores culturais não faz um bom cristão. Para ele, o fim último da missão é o estabelecimento do shalom, que dá lugar à realização das plenas potencialidades da criação, humanas e não humanas, "em reconciliação e unidade com Jesus Cristo".
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Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)
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terça-feira, 22 de junho de 2010
O braço santo
Gol de mão vale?
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Ensino religioso nas escolas públicas abre espaço à discriminação
Roseli Fischmann adiantou que pesquisas acadêmicas detectaram vários exemplos de práticas religiosas adotadas no ambiente escolar que, aceitas pela maioria cristã, discriminam outros grupos religiosos. Para a professora, julgar que a maioria deva determinar os rumos de qualquer grupo social é uma distorção do princípio democrático.
A professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Umesp afirmou que a liberdade de consciência diz respeito ao íntimo dos indivíduos e mesmo o uso da violência ou a tortura não são capazes de cerceá-la.
O indivíduo pode até ser coagido a determinadas ações, mas é impossível controlar o que se passa em seu pensamento, afirmou a pesquisadora, segundo a repórter Suzel Tunes, da Assessoria de Comunicação da Umesp.
Já a liberdade de crença, também de caráter interior, "aloja-se no ninho da liberdade de consciência". A liberdade de culto é a exteriorização da liberdade de crença e ocorre no espaço coletivo.
A separação entre Igreja e Estado foi determinada no Brasil pela proclamação da República, em 1889. "Mas esse ponto sempre foi polêmico", disse a professora. O Estado, além de garantir a liberdade de culto, reconhece que valores religiosos podem ser relevantes para a população.
Esse reconhecimento explica, por exemplo, a isenção fiscal que privilegia templos religiosos, a existência de capelanias militares e o acordo do Brasil com a Santa Sé, assinado no ano passado.
Segundo a professora, esse acordo fere o Artigo 19 da Constituição, que proíbe ao Estado firmar qualquer tipo de acordo com religiões ou seus representantes.
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quarta-feira, 9 de junho de 2010
Sem ter aprendido, não tem sequer com quem brigar
Na verdade, o processo de isolamento político do Estado de Israel não se deu pela ONU, em que cinco países – um à frente – controlam a segurança do planeta. As regras acordadas, propostas pelos donos do jogo, não permitem solução. O objetivo guiou sua elaboração. Mas esse é o plano formal, diante do qual os pequenos e pobres do mundo aprenderam a jogar de maneira informal. Essa maneira não é visível, mas é eficiente.
A situação que conhecemos agora é a de tensão extrema provocada pelas regras de fora do jogo. Não se pode impedir uma intervenção internacional, pacifista, baseada na militância e atuando em defesa da vida de povos perseguidos. Os navios levando milhões em alimentos cumpriram o estabelecido. O ataque à flotilha exigiu dos oficiais a quebra de regras claras e, do governo, o desprezo por condutas internacionais aceitas.
Com jovens oficiais, uma tropa treinada para o homicídio em escala e não para o combate, não consegue reconhecimento. A negação de respeito a oficiais treinados para defender causas legítimas com a própria vida é quase um desacato. Sem sequer o apoio de parte dos oficiais da reserva, uma retaguarda moral, o governo se agarra trôpego a uma juventude deslumbrada e autoriza a letalidade máxima a quem só tem a ideologia e a missão a cumprir.
Sem ter como recuar, numa guerra ideológica mais intensa que a convencional e a situação política tensionada, o governo israelense caiu na armadilha que montou e tornou-se vítima de sua própria estratégia. Nove pessoas mortas com 30 tiros e sinais de execução, os barcos tomados de assalto em águas internacionais e no meio da madrugada, sem qualquer sustento para a explicação da autodefesa, já que armas eram mais irreais que os laboratórios de armas químicas de Saddam Hussein. E o direito à autodefesa como explicação política, ainda pior.
As críticas chegam da ONU, dos países ao redor do mundo, de entidades religiosas, de classe e comerciais, da imprensa internacional e da esquerda israelense. Os parceiros comerciais começam a rarear. Sem comércio, sem vizinhos, sem alianças e até sem inimigos formais, apavora-se com o risco da inexistência política. Não tem sequer com quem brigar! E nem a quem culpar! Matar gente desarmada e rendida fere o que resta da honradez mínima num soldado.
A tentativa de negar e explicar ofende tanto quanto os crimes praticados: invadir embarcações em águas internacionais, confiscar alimentos e remédios doados a gente doente e faminta, roubar filmes de filmadoras para esconder o crime e confiscar ajuda humanitária. Não foi ação de guerra, em que valem normas, tréguas, pactos e cessação de hostilidades. E a recusa da explicação, a humilhação pelo grau de destempero e a falsa justificativa às hostilidades. No rescaldo final, a tropa ficou exposta ao descrédito, à zombaria e à infâmia, qualquer que fosse a bandeira a que servisse.
A proposta do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, de criar comissão de investigação liderada pelo premier da Nova Zelândia, com representantes da Turquia – com seus oito mortos -, dos Estados Unidos e de Israel, é rejeitada. Este propõe uma comissão própria. Sem credibilidade. E parece não perceber que os detalhes técnicos não importam, mas apenas a credibilidade.
Israel demonstra, em todas as suas ações, não ter aprendido nada do sofrimento imposto pelo nazismo aos judeus. Repete os mesmos erros, a mesma arrogância e força letal que violentam a razão. Como a reação americana ao ataque às torres gêmeas e ao Pentágono, dando razão aos terroristas. Fazer a mesma intervenção ao navio irlandês – sem vítimas – que se mostra um insulto às vítimas, à inteligência dos povos e aos oficiais e seus comandados, que seguiram ordens. Deportar os militantes é erro flagrante, após exigência de não recorrer à justiça do país, já que eles não foram presos em seu território. Por isso os EUA já os vêem como um “peso”, por causa dos erros e do potencial de conflito. É o sócio que não agrega, se atrita e ameaça interesses.
O bloqueio impede a entrada de canos de metal e fertilizantes, que dizem ser usado para fabricar armas, bem como carros, frigideiras, lâmpadas, chocolate, café, papel e computadores, por serem considerados artigos de luxo. Seus movimentos não atraem a simpatia, dificultam a vida das pessoas, mostram uma atitude hostil, impedem a entrada de medicamentos.
"A ocupação israelense nos territórios palestinos torna difícil a vida cotidiana para a liberdade de movimento, a economia, a vida social e religiosa”, afirmou o papa Bento XVI, observando que o desrespeito ao direito internacional, a desestabilização do equilíbrio da região e a violência imposta à população as condena ao desespero. “Corre-se o risco de um banho de sangue", afirmou, porque a ocupação israelense é "uma injustiça política imposta aos palestinos", que nenhum cristão pode justificar.
Enfim, Israel deve reavaliar, fazer as alterações. Apostar em outros caminhos. Viver e deixar os vizinhos viverem.
domingo, 6 de junho de 2010
Exodus
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Peregrinos à Terra Santa desconhecem realidade local
As visitas à Terra Santa deveriam permitir encontros verdadeiros com o povo palestino e sua realidade cotidiana, como, por exemplo, entrar em filas nos pontos de controle para ir ao trabalho, à escola, para visitar a família ou a receber assistência sanitária.
Essa é a mensagem emitida por um grupo de 27 teólogos, ativistas cristãos palestinos, operadores turísticos e representantes de organizações de incidência pública, que se reuniram em Chavannes-de-Bogis, nas cercanias de Genebra, de 18 ao 21 maio.
"O turismo justo finca pé nas realidades políticas. Só experimentando o que os palestinos vivem o tempo todo pode o visitante dar-se conta das injustiças que conformam o seu dia a dia. E ao compreenderem esta realidade surge o desejo de ajudar e acabar com as injustiças acumuladas na Palestina", disse o diretor executivo do Grupo de Turismo Alternativo, Rami Kassis.
Os participantes da reunião pediram aos peregrinos que demonstrassem solidariedade com os cristãos palestinos. Depois de dois mil anos de presença contínua nessas terras, o número deles foi diminuindo constantemente ao longo das últimas décadas já que as dificuldades que enfrentam devido à ocupação israelense levam a muitos a emigrar.
Os peregrinos que vêm à Terra Santa em visitas convencionais organizadas por operadores israelenses com freqüência ignoram os palestinos e a situação em que se encontram. O fato de que só escutarem - e portanto reforçarem a versão israelense - pode contribuir a agravar o problema, concluiu o grupo.
"Eles crêem que trazem esperança, mas na realidade socavam a esperança da região", afirmou o representante de Kairós Palestina, Rifat Kassis. Kairós é uma iniciativa cristã inspirada no documento Kairós África do Sul, que proporciona um fundamento teológico às recomendações de ação em favor de uma paz justa.
O turismo na Palestina foi identificado como uma oportunidade para fazer uma "peregrinação de transformação" que represente uma experiência cristã mais profunda. Nesse tipo de peregrinação se convida os participantes para um encontro verdadeiro com o Corpo de Cristo através do contato com seus irmãos e irmãs palestinos na fé.
Os teólogos reunidos em Chavannes-de-Bogis recomendaram encarecidamente que os peregrinos sigam o Código de Conduta para o Turismo na Terra Santa, um documento redigido por rede palestina que oferece orientação sobre a preparação da viagem, o comportamento e as medidas complementares.
Eles expressaram profunda preocupação ante o monopólio que Israel exerce sobre o turismo na Terra Santa e sobre as severas restrições impostas aos operadores turísticos, hotéis e guias palestinos, que limitam o desenvolvimento deste setor chave da economia palestina.
A ocupação israelense repercute profundamente na vida do povo palestino. Cerca de 400 pontos de controle militares israelenses espalhados pela Cisjordânia dificultam o deslocamento dos palestinos para ir ao trabalho, à escola, visitar a família ou receber assistência sanitária.
O muro de separação que atravessa vastas zonas de seu território isola ainda mais os palestinos uns dos outros e os de Jerusalém, cidade centro tradicional de sua vida religiosa, cultural e comercial. As autoridades de Israel também impedem aos palestinos cristãos da Cisjordânia a entrada em Jerusalém, cidade onde costumavam ir com suas famílias para celebrar a Páscoa e outras festividades cristãs.
Relatórios sobre o turismo na Palestina mostram que, apesar das restrições, é um setor dinâmico em plena expansão que oferece experiências únicas e autênticas, bem como uma grande diversidade de visitas e oportunidades destinadas a satisfazer todo tipo de interesses.
Pelo caminho da Natividade, por exemplo, os turistas viajam desde Nazaré até Belém e têm a oportunidade de se relacionarem com habitantes da região, entre os quais figuram cristãos, beduínos e membros de outras comunidades.
A reunião de Chavannes-de-Bogis foi organizada pelo Grupo de Turismo Alternativo em cooperação com o Fórum Ecumênico Palestina-Israel, a Coligação Ecumênica de Turismo e Kairós Palestina.
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Aconteceu no dia 18 de junho no templo da Igreja Metodista Central de Belo Horizonte. Dois pastores (Valdir Steuernagel e Welinton Pereira) estavam prestando algumas informações sobre a pré-organização da Aliança Cristã Evangélica do Brasil a um pequeno grupo de líderes da capital mineira.